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Troca, devolução e estorno: entenda o que muda e como cada um funciona na prática

Se a operação trata “troca”, “devolução” e “estorno” como sinônimos, o pós-venda vira ruído.

O básico: cada termo resolve um problema diferente.

Troca (vale/crédito)

Troca é quando a restituição ao cliente é feita em forma de crédito na loja (cupom/vale-compras).

O cliente recebe o valor no formato de cupom/vale compras para recomprar na loja.

Na prática, troca costuma existir para:

  • Tamanho/numeração não serviu

  • Preferência do cliente (cor/modelo), dentro da política

Pontos operacionais da troca:

  • Definir como o crédito é emitido (cupom, vale, gift card, crédito em conta)

  • Definir validade, regras de uso e se o crédito pode ser aplicado com promoções

  • Definir o cálculo do valor do crédito (especialmente com descontos)

A recompra é um novo pedido usando o vale, cupom ou crédito, portanto, o termo “troca” é operacional.

Devolução

Devolução é quando o cliente devolve o item e recebe o dinheiro dele de volta.

Esse tipo de solicitação pode terminar em reembolso (dinheiro de volta) ou, pode ser convertida para troca (crédito, cupom ou vale), caso o cliente aceite.

Quando a devolução é o caminho mais comum:

  • Arrependimento, dentro da política e prazos

  • Divergência de entrega (item errado) e o cliente não quer crédito

O que a devolução exige:

  • Critério de elegibilidade (prazo, condição do item, embalagem etc.)

  • Regra de inspeção/validação (quando aplicável)

  • Definição clara do que é devolução parcial vs. total

Estorno

Estorno é a restituição do valor pago pelo cliente (total ou parcial).

O que costuma gerar confusão:

  • Aprovar devolução não significa que o estorno já aconteceu

  • Solicitação do tipo de “devolução” pode esperar o recebimento/validação do item recebido antes do estorno do valor

  • Estorno parcial exige cálculo por item e pode ter regra diferente de frete

Onde a operação erra: promessa, registro e execução não batem

Os erros mais comuns vêm de na falha da comunicação com o consumidor e de “atalhos” no processo:

  • SAC promete troca (crédito), mas o pedido é tratado como devolução e segue para estorno

  • Cliente pediu devolução, porém o fluxo conduz a experiência para crédito, sem comunicação clara dessa mudança

  • Time trata todas as solicitações como estorno, mesmo quando a restituição foi vale/cupom

Regra simples para padronizar internamente:

  • Troca = crédito (cupom/vale)

  • Devolução = dinheiro de volta

  • Estorno = execução do reembolso (devolução) em dinheiro

Como desenhar o fluxo de forma operacional

1) Separe “tipo de solicitação” de “tipo de restituição”

Um modelo que reduz erro humano:

  • Solicitação: troca ou devolução

  • Restituição: crédito (vale/cupom) ou reembolso (estorno)

Isso permite casos reais como:

  • Cliente inicia devolução e escolhe “vale compras” → a solicitação pode ser convertida para troca

2) Defina eventos e travas (status)

Para o time e relatórios, é útil ter eventos claros:

  • Aberta

  • Aprovada

  • Postagem/coleta gerada

  • Recebida

  • Conferida

  • Finalizada (com crédito emitido ou estorno executado)

3) Padronize o cálculo (principalmente com desconto e frete)

Dois pontos que quebram reconciliação financeira:

  • Desconto proporcional por item: em pedidos com desconto no carrinho, o crédito/estorno por item precisa respeitar a proporção do desconto

  • Frete no reembolso: uma regra comum é:

    • devolução total: somar frete no valor do estorno

    • devolução parcial: não somar frete

4) Antecipação: quando liberar crédito/estorno antes do recebimento

Antes do item retornar para a loja com o intuito de otimizar o tempo de atendimento ao consumidor. Pontos de atenção:

  • Defina critérios (cliente, ticket, recorrência)

  • Manter histórico de ações (quem liberou, por quê, quando)

Exemplo: troca como cupom integrado

Em vez de “fazer por fora”, operações maduras geram o vale com rastreabilidade: origem, motivo, valor e vínculo com a solicitação. Isso reduz retrabalho e melhora conciliação. Na prática, há fluxos integrados para emissão de cupom com campos de descrição para identificar o motivo/origem do crédito

O ideal é não tratar os termos “troca”, “devolução” e “estorno” como sinônimo.
Defina sempre o que cada termo significa, quando o cliente recebe crédito ou dinheiro de volta, e siga um fluxo com etapas claras para não criar divergência entre SAC, financeiro e estoque.

Nesse cenário, a Troquecommerce ajuda a colocar ordem no pós-venda com regras claras para troca, devolução, estorno e logística reversa em e-commerces. Quando a troca vira crédito, devolução vira dinheiro de volta e estorno vira o pagamento do reembolso, com etapas bem marcadas e conta certa de desconto e frete, a operação reduz dúvidas e deixa prazos mais previsíveis.

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