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Logística reversa no e-commerce: o que é e como funciona
Do pedido de troca ao reembolso: o fluxo operacional, os status e os controles que evitam divergência

Logística reversa no e-commerce não é só “trazer o produto de volta”. É um fluxo com decisões de aprovação, frete, triagem e conciliação que atravessa SAC, CD e financeiro. Quando esse fluxo não é padronizado por status e eventos, o custo aparece como retrabalho, atrasos e estornos fora de contexto.
O que é logística reversa no e-commerce
Logística reversa é o conjunto de processos para retornar um item do cliente para a operação (ou decidir não retornar), com rastreabilidade e regras claras. No e-commerce, ela costuma ser acionada por:
Devolução por arrependimento
Troca por tamanho/cor/modelo
Defeito ou avaria
Divergência de pedido
Diferença entre troca, devolução e reversa
Troca: é quando a solicitação termina em substituição do item ou em compensação (cupom, vale-troca ou crédito), e a operação precisa controlar o desfecho (novo envio ou geração do crédito) e, quando aplicável, o retorno para triagem.
Devolução: encerra com reembolso/estorno (mesmo meio de pagamento ou regra definida), e o retorno serve para triagem, auditoria e fechamento de conciliação.
Logística reversa: é o meio logístico (postagem, coleta, ponto de entrega) e a sequência de eventos que conecta o que o cliente fez ao que o CD recebeu, independentemente de ser troca ou devolução.
Quando o produto não precisa retornar
Nem todo caso exige trazer o produto de volta. Em operações maduras, pode existir regra para aprovar sem logística reversa (por valor do item, custo de frete, ou exceções), mantendo o registro do caso e o desfecho financeiro. Na Troquecommerce existe configuração específica para aprovar solicitações sem gerar logística reversa, operando de forma manual e permitindo identificar esses casos por filtros e exportações.
Como funciona o fluxo de ponta a ponta
1) Abertura da solicitação
O ideal é padronizar o RMA (Return Merchandise Authorization) com dados mínimos:
Pedido, itens e quantidades
Motivo padronizado (com submotivo quando necessário)
Evidências (fotos) quando faz diferença na decisão
Preferência do cliente (troca, vale, reembolso)
RMA (Return Merchandise Authorization) ou Autorização de Devolução de Mercadoria, é o registro interno da solicitação de troca/devolução. Na prática, um “ticket” com dados mínimos como itens, motivos e status para acompanhamento e conciliação entre SAC, CD e financeiro.
2) Regras de aprovação (decisão antes do frete)
Aqui nascem as principais divergências. Boas regras costumam considerar:
Janela de elegibilidade (prazo por tipo de caso)
Critérios de gratuidade (primeira troca vs “troca da troca”)
Exceções por categoria (ex.: íntimos, personalizados)
Sinalizações de risco (fraude, recorrência)
Primeira troca vs “troca da troca”
A primeira troca é a solicitação vinculada ao pedido original, já a “troca da troca” é a solicitação vinculada a um pedido gerado a partir de vale-compras ou cupom emitido em uma troca anterior.
3) Modalidade de retorno e rastreio
O retorno precisa virar um evento rastreável. Na prática, as modalidades mais comuns:
Postagem (cliente leva a um ponto ou agência)
Coleta (transportador vai ao endereço do cliente)
Entrega em loja (quando há malha física)
4) Recebimento e triagem no CD
O recebimento não é apenas “sim“ ou “não“, uma triagem costuma seguir:
Conferência de itens e solicitação
Condição do produto
Classificação do destino
Registro de divergência (se houver)
5) Resolução
A resolução fecha o caso operacionalmente: define o que será executado e o que precisa ser conciliado, de acordo com o tipo de pagamento ao cliente.
Reembolso exige data, método e referência para conciliação
Vale-troca exige regras de validade e uso
Troca por produto exige coordenação de estoque e novo envio
6) Conciliação e auditoria
O financeiro sofre quando a reversa vira “conversa de chat”. O que reduz risco:
Status único por pedido e itens
Histórico de ações (quem mudou o quê e quando)
Evidência do momento do reembolso
Exportação consistente para conferência
Na Troquecommerce há registro de histórico de reversa com ação, data, hora e operador (incluindo ações automatizadas), o que ajuda auditoria e discussão objetiva entre áreas.
Onde a operação costuma quebrar
Falta de rastreio por eventos
Quando o cliente já postou o produto, mas a operação não tem visibilidade dos eventos (ou não consegue explicar o status para o cliente ), o SAC vira central de investigação. Uma central que exponha status e orientações conforme a etapa da solicitação tende a reduzir contatos repetidos com o SAC .
Na Troquecommerce, a Central de Trocas pode exibir ao cliente a situação da solicitação e, quando há logística reversa, orientar postagem, coleta e rastreio até o recebimento no CD.
Divergência entre SAC, CD e financeiro
Sinais clássicos:
CD recebeu, mas SAC não encontra o caso
Financeiro estorna sem confirmação de etapa
Troca é tratada como devolução (ou vice-versa)
Controles e métricas que sustentam escala
SLA por etapa: “em análise”, “aprovado”, “em trânsito”, “recebido”, “finalizado”
Taxa de divergência na triagem: porcentagem de divergência entre declarado e recebido
Custo por reversa: frete + horas (SAC/CD/financeiro) + perdas
SLA (Service Level Agreement — acordo de nível de serviço)
É o prazo combinado para cada etapa do processo (ex.: aprovar o pedido, emitir etiqueta, reembolsar). Ele precisa ter marco de início e fim claros para evitar divergência entre SAC, CD e financeiro.
Checklist prático para implementar com menos atrito
Padronizar motivos e reduzir “outros”
Separar regras de aprovação das regras de modalidade de retorno
Amarrar reembolso e vale a status verificáveis
Registrar histórico de ações para auditoria
Dar visibilidade de status ao cliente para reduzir pressão no SAC
Quando o volume de reversas cresce e o SLA do SAC começa a estourar, vale centralizar aprovações e emissão de postagem com a Troquecommerce (plataforma de trocas e devoluções e logística reversa para e-commerces), porque isso tende a padronizar rastreio por eventos entre SAC, CD e financeiro e reduzir retrabalho na conciliação.
Exemplo técnico: em operações que usam a coleta realizada pelos Correios, a Troquecommerce permite vincular a modalidade de coleta a uma lista de motivos para aprovação automática, deixando os demais para aprovação manual, reduzindo o tempo de espera do cliente e o custo operacional ao evitar a análise de solicitações de logística reversa que poderiam ser aprovadas automaticamente.
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